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A Bíblia Sagrada
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Resumo de Romanos 8: o que diz e o que significa

Romanos 8 afirma que não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, pois o Espírito de vida os libertou da lei do pecado. Os que vivem segundo o Espírito são filhos de Deus e herdeiros. O capítulo aborda o sofrimento presente, a esperança da redenção, a intercessão do Espírito e a certeza de que nada pode separar os crentes do amor de Deus em Cristo.

Ler Romanos 8 na íntegra — 39 versículos.

A libertação da condenação e a vida no Espírito

O capítulo inicia declarando que não há condenação para os que estão em Cristo Jesus (v.1). A lei do Espírito de vida libertou o crente da lei do pecado e da morte (v.2). Deus, enviando seu Filho em semelhança de carne pecadora, condenou o pecado na carne (v.3). A partir daí, Paulo contrasta a mentalidade da carne, que é morte e inimizade contra Deus, com a mentalidade do Espírito, que é vida e paz (vv.5-8). Os que têm o Espírito de Cristo pertencem a ele (v.9). Uma dúvida comum é se a ausência de condenação permite viver segundo a carne; o texto responde que os que estão na carne não podem agradar a Deus e, se viverem segundo a carne, morrerão (vv.8,13).

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Filhos de Deus e herdeiros com Cristo

Paulo afirma que os guiados pelo Espírito são filhos de Deus (v.14). O espírito recebido não é de escravidão, mas de adoção, pelo qual clamam 'Aba, Pai' (v.15). O próprio Espírito testemunha que são filhos e, portanto, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo, desde que sofram com ele para também serem glorificados (vv.16-17). Um mal-entendido comum é pensar que a filiação divina isenta de sofrimento; o texto, porém, vincula o sofrimento presente à glória futura.

A esperança da criação e a redenção do corpo

Paulo considera que as aflições presentes não se comparam à glória futura (v.18). A criação aguarda ansiosamente a revelação dos filhos de Deus, pois foi sujeita à futilidade na esperança de ser liberta da escravidão da degradação (vv.19-21). Toda a criação geme como em dores de parto, e os crentes, que têm os primeiros frutos do Espírito, também gemem esperando a redenção do corpo (vv.22-23). A salvação é na esperança; espera-se com paciência o que não se vê (vv.24-25). Uma pergunta frequente é por que a criação sofre; o texto explica que foi Deus quem a sujeitou, com a esperança de libertação.

A intercessão do Espírito e o propósito de Deus

O Espírito ajuda nas fraquezas, intercedendo com gemidos inexprimíveis, e Deus, que examina os corações, conhece a intenção do Espírito (vv.26-27). Paulo então declara que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo seu propósito (v.28). Os que Deus conheceu, predestinou, chamou, justificou e glorificou (vv.29-30). Um mal-entendido sobre o v.28 é interpretá-lo como se tudo que acontece seja bom em si mesmo; o texto, porém, afirma que Deus faz todas as coisas contribuírem para o bem dos que o amam.

A certeza do amor de Deus em Cristo

Paulo conclui com uma série de perguntas retóricas: se Deus é por nós, quem será contra? (v.31). Deus não poupou seu próprio Filho, e com ele dará todas as coisas (v.32). Ninguém pode acusar ou condenar os escolhidos, pois Cristo Jesus morreu, ressuscitou, está à direita de Deus e intercede por eles (vv.33-34). Nada – aflição, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada, morte, vida, anjos, principados, presente, futuro, poderes, altura, profundeza ou qualquer criatura – pode separar o crente do amor de Deus em Cristo Jesus (vv.35-39). Uma dúvida comum é se o crente pode perder esse amor; o texto afirma a impossibilidade de separação.

Versículos-chave de Romanos 8

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