Resumo de Josué 20: o que diz e o que significa
Deus ordena a Josué que estabeleça cidades de refúgio para homicidas involuntários. Os acusados são julgados pelos anciãos e protegidos do vingador até a morte do sumo sacerdote. São designadas seis cidades: três a oeste do Jordão (Quedes, Siquém, Hebrom) e três a leste (Bezer, Ramote, Golã). Estrangeiros também podem se refugiar.
Ler Josué 20 na íntegra — 9 versículos.
O propósito das cidades de refúgio
O capítulo inicia com Deus instruindo Josué a falar aos israelitas para designarem cidades de refúgio, conforme já havia sido ordenado a Moisés (v. 1-2). A finalidade é proteger o homicida que matou alguém por acidente, sem intenção ou inimizade prévia, do vingador do morto. O texto enfatiza que a proteção não se estende a assassinos premeditados, mas apenas a casos de morte acidental. Essa instituição visa equilibrar justiça e misericórdia na comunidade de Israel.
O processo de acolhimento e julgamento
O fugitivo deve apresentar-se à porta da cidade e expor seu caso aos anciãos locais, que o acolhem e lhe dão abrigo (v. 4). Se o vingador o perseguir, os anciãos não entregam o homicida, pois a morte foi acidental (v. 5). O refugiado permanece na cidade até comparecer em juízo perante a assembleia e até a morte do sumo sacerdote em exercício; só então pode retornar à sua cidade e casa (v. 6). Esse rito assegura um julgamento justo e um tempo de purificação.
As cidades designadas
São separadas seis cidades: Quedes na Galileia (monte de Naftali), Siquém (monte de Efraim) e Quiriate-Arba/Hebrom (monte de Judá) na região oeste do Jordão (v. 7). A leste, além do Jordão, ficam Bezer (tribo de Rúben), Ramote em Gileade (tribo de Gade) e Golã em Basã (tribo de Manassés) (v. 8). O texto afirma que essas cidades servem tanto para os israelitas quanto para os estrangeiros residentes, garantindo proteção igualitária até o julgamento perante a assembleia (v. 9).
Relação com outras instruções mosaicas
O capítulo faz referência direta à ordem anterior de Deus por meio de Moisés (v. 2), indicando que as cidades de refúgio já haviam sido previstas na Lei (cf. Números 35:9-34; Deuteronômio 19:1-13). Josué 20 concretiza essa legislação após a conquista da Terra Prometida. Um mal-entendido comum é supor que as cidades protegiam qualquer assassino; o texto, porém, deixa claro que apenas homicidas involuntários podiam refugiar-se nelas, sujeitos a julgamento.
Versículos-chave de Josué 20
- Josué 20:1
E falou o SENHOR a Josué, dizendo:
- Josué 20:3
Para que se acolha ali o homicida que matar a alguém por acidente e não de propósito; que vos sejam por refúgio do vingador do morto.
- Josué 20:6
E ficará naquela cidade até que compareça em juízo diante do ajuntamento, até a morte do grande sacerdote que for naquele tempo: então o homicida voltará e virá à sua cidade e à sua casa e à cidade de onde fugiu.
- Josué 20:9
Estas foram as cidades assinaladas para todos os filhos de Israel, e para o estrangeiro que morasse entre eles, para que se acolhesse a elas qualquer um que ferisse pessoa por acidente, e não morresse por meio do vingador do morto, até que comparecesse diante do ajuntamento.