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A Bíblia Sagrada
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Resumo de Jeremias 38: o que diz e o que significa

Jeremias é lançado em uma cisterna por príncipes de Judá, que se opõem à sua mensagem de rendição aos babilônios. Ebede-Meleque, um eunuco etíope, intercede e o resgata. O rei Zedequias consulta Jeremias em segredo, mas teme os judeus que já se renderam e não segue o conselho profético.

Ler Jeremias 38 na íntegra — 28 versículos.

A perseguição e o resgate de Jeremias

Os príncipes Sefatias, Gedalias, Jucal e Pasur denunciam Jeremias ao rei Zedequias, acusando-o de desmoralizar os soldados e o povo ao profetizar que a cidade será entregue aos caldeus (Jeremias 38:1-4). O rei cede à pressão e entrega o profeta nas mãos deles. Eles o prendem e o lançam numa cisterna lamacenta no pátio da guarda, onde ele começa a afundar (Jeremias 38:5-6). O eunuco etíope Ebede-Meleque, informado do ocorrido, vai ao rei e denuncia a injustiça, alertando que Jeremias morrerá de fome na cisterna (Jeremias 38:7-9). O rei autoriza o resgate, e Ebede-Meleque, com trinta homens, usa trapos velhos para proteger Jeremias das cordas e o tira da cisterna, deixando-o no pátio da guarda (Jeremias 38:10-13).

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A consulta secreta de Zedequias

O rei Zedequias manda buscar Jeremias para uma conversa secreta na terceira entrada do templo (Jeremias 38:14). Jeremias, desconfiado, exige um juramento de que não será morto nem entregue aos seus inimigos. O rei jura em nome do Senhor que não o matará (Jeremias 38:15-16). Jeremias então repete a mensagem divina: se Zedequias se render voluntariamente aos príncipes babilônios, ele viverá e a cidade não será queimada; se resistir, a cidade será tomada e queimada, e ele não escapará (Jeremias 38:17-18). Zedequias confessa seu medo de ser maltratado pelos judeus que já se renderam aos caldeus. Jeremias o tranquiliza, mas reitera que a desobediência trará a ruína, com suas mulheres e filhos sendo levados e ele sendo preso pelo rei da Babilônia (Jeremias 38:19-23).

O silêncio imposto e a queda iminente

Após o conselho, o rei ordena que Jeremias não revele a ninguém o conteúdo da conversa, sob pena de morte (Jeremias 38:24). O rei instrui o profeta a mentir, caso os príncipes o interroguem, dizendo que apenas suplicou para não ser devolvido à casa de Jônatas (Jeremias 38:25-26). Quando os príncipes perguntam a Jeremias, ele repete a mentira conforme combinado, e eles se afastam por não terem ouvido a conversa real (Jeremias 38:27). O capítulo conclui informando que Jeremias permaneceu no pátio da guarda até o dia em que Jerusalém foi finalmente tomada pelos babilônios (Jeremias 38:28).

Mal-entendido comum: a aparente covardia de Jeremias

Um leitor apressado pode interpretar a mentira de Jeremias no versículo 27 como covardia ou falta de fé. No entanto, o texto mostra que Jeremias obedeceu a uma ordem direta do rei, que detinha poder de vida e morte sobre ele. A mentira não foi uma negação de sua profecia, mas uma estratégia de sobrevivência em um contexto de perseguição. O profeta já havia demonstrado coragem ao confrontar o rei e os príncipes repetidamente. A ordem de Zedequias visava proteger tanto a si mesmo quanto a Jeremias, evitando que os príncipes soubessem que o rei estava considerando a rendição.

Versículos-chave de Jeremias 38

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