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A Bíblia Sagrada
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Resumo de Ezequiel 29: o que diz e o que significa

Ezequiel 29 profetiza contra o Egito e seu faraó, comparado a um dragão que se vangloria do rio Nilo. Deus anuncia juízo: o Egito será desolado por quarenta anos e seus habitantes dispersos. Depois, será restaurado como reino inferior, para que Israel não mais confie nele. O capítulo termina com a promessa de que o rei Nabucodonosor conquistará o Egito como pagamento por seu serviço contra Tiro.

Ler Ezequiel 29 na íntegra — 21 versículos.

Estrutura e conteúdo do capítulo

O capítulo divide-se em duas profecias distintas, separadas por um intervalo de tempo. A primeira (versículos 1 a 16) ocorre no décimo ano do exílio de Ezequiel e condena o orgulho do faraó, que se considera criador do Nilo. Deus promete capturá-lo como um dragão com anzóis e arrastá-lo com seus peixes (símbolo de seus aliados). O Egito será desolado por quarenta anos e depois restaurado, mas nunca mais será uma potência dominante. A segunda profecia (versículos 17 a 21) é datada do vigésimo sétimo ano e anuncia que Nabucodonosor receberá o Egito como recompensa por seu trabalho contra Tiro.

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O significado histórico e teológico

Historicamente, a profecia se cumpre quando Nabucodonosor invade o Egito por volta de 568 a.C., após um longo cerco a Tiro que não lhe rendeu o saque esperado. Teologicamente, o capítulo enfatiza que o orgulho e a autossuficiência das nações são julgados por Deus. O Egito, que se vangloriava de seu rio, é humilhado. A restauração do Egito como reino inferior (versículo 14-15) mostra que Deus não aniquila completamente as nações, mas as coloca em seu devido lugar. O texto também serve como advertência a Israel para não confiar em alianças políticas com o Egito.

Pergunta frequente: o dragão do versículo 3 é Satanás?

Não. O termo hebraico traduzido como 'dragão' (tannin) pode significar 'crocodilo' ou 'serpente marinha'. No contexto, refere-se ao faraó, que é comparado a um crocodilo que jaz nos rios do Nilo. A imagem do dragão na Bíblia nem sempre tem conotação satânica; aqui é uma metáfora para o poder egípcio. O texto não menciona Satanás ou qualquer figura demoníaca. A identificação com Satanás é uma interpretação posterior e não está presente no capítulo.

Versículos-chave de Ezequiel 29

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