Resumo de Apocalipse 9: o que diz e o que significa
O capítulo 9 do Apocalipse descreve duas trombetas de juízo. A quinta libera uma praga de gafanhotos demoníacos que atormentam por cinco meses os homens sem o selo de Deus. A sexta libera quatro anjos e um exército de duzentos milhões de cavaleiros que matam um terço da humanidade. Apesar disso, os sobreviventes não se arrependem de seus pecados.
Ler Apocalipse 9 na íntegra — 21 versículos.
A Quinta Trombeta e a Estrela Caída
Ao soar da quinta trombeta, João vê uma estrela cair do céu, recebendo a chave do poço do abismo. A abertura do poço libera fumaça, da qual surgem gafanhotos com poder de escorpiões. Eles são instruídos a não danificar a vegetação, mas apenas os homens sem o selo de Deus na testa, atormentando-os por cinco meses sem matá-los. O tormento é tão intenso que os homens buscam a morte em vão. O texto não identifica a estrela, mas interpretações tradicionais a veem como um anjo caído ou Satanás.
Os Gafanhotos e seu Rei Abadom
A aparência dos gafanhotos é descrita com detalhes simbólicos: corpos como cavalos de guerra, coroas de ouro, rostos humanos, cabelos de mulher, dentes de leão, couraças de ferro, asas ruidosas como carruagens e caudas de escorpião com ferrões. Esse retrato composto sugere seres sobrenaturais, não insetos comuns. Seu rei é o anjo do abismo, chamado Abadom (hebraico) e Apoliom (grego), que significa 'Destruidor'. O versículo 12 marca o fim do primeiro 'ai', anunciando mais dois. Uma interpretação comum é que os gafanhotos representam demônios com poder limitado e temporário.
A Sexta Trombeta e o Exército de Duzentos Milhões
O sexto anjo toca a trombeta, e uma voz do altar de ouro ordena soltar os quatro anjos presos junto ao rio Eufrates. Eles foram preparados para uma hora, dia, mês e ano específicos para matar a terça parte da humanidade. Segue-se um exército de duzentos milhões de cavaleiros, cujos cavalos têm cabeças de leão, e de suas bocas saem fogo, fumaça e enxofre. Os cavaleiros usam couraças de fogo, jacinto e enxofre. As caudas dos cavalos são como serpentes com cabeças, causando dano. Essas três pragas (fogo, fumaça, enxofre) matam um terço dos homens. O texto não especifica a natureza dos quatro anjos, mas eles são apresentados como agentes de juízo.
A Falta de Arrependimento
Após essas pragas, os sobreviventes não se arrependem. Continuam a adorar demônios e ídolos feitos de ouro, prata, bronze, pedra e madeira — objetos inanimados que não podem ver, ouvir ou andar. Também persistem em homicídios, feitiçarias, imoralidade sexual e roubos. O capítulo termina destacando a dureza do coração humano, que mesmo diante de juízos divinos evidentes, recusa-se a abandonar o pecado. Essa recusa coletiva é um tema recorrente no Apocalipse.
Versículos-chave de Apocalipse 9
- Apocalipse 9:1
E o quinto anjo tocou sua trombeta; e eu vi uma estrela que caiu do céu sobre a terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
- Apocalipse 9:11
E tinham como rei sobre eles ao anjo do abismo; o nome dele em hebraico é Abadom, e em grego tem por nome Apoliom.
- Apocalipse 9:15
E foram soltos os quatro anjos, que tinham sido preparados para a hora, dia, mês e ano, para matarem a terça parte dos homens.
- Apocalipse 9:20
E o resto dos homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem aos demônios, e ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que não podem ver, nem ouvir, nem andar;