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A Bíblia Sagrada
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Parashá Miketz מִקֵּץ

“Ao fim de” · Gênesis 41:1 – 44:17 · 146 versículos · porção 10 de 54

Gênesis 41

Faraó tem dois sonhos: sete vacas gordas devoradas por sete magras e sete espigas cheias devoradas por sete miúdas. José interpreta os sonhos como sete anos de fartura seguidos por sete anos de fome, aconselha armazenar grãos. Faraó nomeia José governador do Egito. José casa-se, tem dois filhos (Manassés e Efraim) e administra a colheita. A fome chega, e José vende grãos aos egípcios e a outros povos. resumo completo →

  1. 1 E aconteceu que passados dois anos teve Faraó um sonho: Parecia-lhe que estava junto ao rio;
  2. 2 E que do rio subiam sete vacas, belas à vista, e muito gordas, e pastavam entre os juncos:
  3. 3 E que outras sete vacas subiam depois delas do rio, de feia aparência, e magras de carne, e pararam perto das vacas belas à beira do rio;
  4. 4 E que as vacas de feia aparência e magras de carne devoravam as sete vacas belas e muito gordas. E despertou Faraó.
  5. 5 Dormiu de novo, e sonhou a segunda vez: Que sete espigas cheias e belas subiam de uma só haste:
  6. 6 E que outras sete espigas miúdas e abatidas do vento oriental, saíam depois delas:
  7. 7 E as sete espigas miúdas devoravam as sete espigas espessas e cheias. E despertou Faraó, e eis que era sonho.
  8. 8 E aconteceu que à manhã estava movido seu espírito; e enviou e fez chamar a todos os magos do Egito, e a todos os seus sábios: e contou-lhes Faraó seus sonhos, mas não havia quem a Faraó os interpretasse.
  9. 9 Então o chefe dos copeiros falou a Faraó, dizendo: Lembro-me hoje de minhas faltas:
  10. 10 Faraó se irou contra seus servos, e a mim me lançou à prisão da casa do capitão dos da guarda, a mim e ao chefe dos padeiros:
  11. 11 E eu e ele vimos um sonho uma mesma noite: cada um sonhou conforme a interpretação de seu sonho.
  12. 12 E estava ali conosco um jovem hebreu, servente do capitão dos da guarda; e o contamos a ele, e ele nos interpretou nossos sonhos, e interpretou a cada um conforme seu sonho.
  13. 13 E aconteceu que como ele nos interpretou, assim foi: a mim me fez voltar a meu posto, e fez enforcar ao outro.
  14. 14 Então Faraó enviou e chamou a José; e fizeram-lhe sair correndo do cárcere; e ele rapou-se a barba, mudou-se de roupas, e veio a Faraó.
  15. 15 E disse Faraó a José: Eu tive um sonho, e não há quem o interprete; mas ouvi dizer de ti, que ouves sonhos para os interpretar.
  16. 16 E respondeu José a Faraó, dizendo: Não está em mim; Deus será o que responda paz a Faraó.
  17. 17 Então Faraó disse a José: Em meu sonho parecia-me que estava à beira do rio:
  18. 18 E que do rio subiam sete vacas de gordas carnes e bela aparência, que pastavam entre os juncos:
  19. 19 E que outras sete vacas subiam depois delas, magras e de muito feio aspecto; tão abatidas, que não vi outras semelhantes em toda a terra do Egito em feiura:
  20. 20 E as vacas magras e feias devoravam as sete primeiras vacas gordas:
  21. 21 E entravam em suas entranhas, mas não se conhecia que houvesse entrado nelas, porque sua aparência era ainda má, como de antes. E eu despertei.
  22. 22 Vi também sonhando, que sete espigas subiam em uma mesma haste, cheias e belas;
  23. 23 E que outras sete espigas miúdas, definhadas, abatidas do vento oriental, subiam depois delas:
  24. 24 E as espigas miúdas devoravam as sete espigas belas: e disse-o aos magos, mas não há quem o interprete a mim.
  25. 25 Então respondeu José a Faraó: O sonho de Faraó é um mesmo: Deus mostrou a Faraó o que vai fazer.
  26. 26 As sete vacas belas são sete anos, e as espigas belas são sete anos; o sonho é um mesmo.
  27. 27 Também as sete vacas magras e feias que subiam atrás elas, são sete anos; e as sete espigas miúdas e definhadas do vento oriental serão sete anos de fome.
  28. 28 Isto é o que respondo a Faraó. O que Deus vai fazer, mostrou-o a Faraó.
  29. 29 Eis que vêm sete anos de grande fartura toda a terra do Egito:
  30. 30 E se levantarão depois eles sete anos de fome; e toda a fartura será esquecida na terra do Egito; e a fome consumirá a terra;
  31. 31 E aquela abundância não mais será vista por causa da fome seguinte, a qual será gravíssima.
  32. 32 E o suceder o sonho a Faraó duas vezes, significa que a coisa é firme da parte de Deus, e que Deus se apressa a fazê-la.
  33. 33 Portanto, providencie Faraó agora um homem prudente e sábio, e ponha-o sobre a terra do Egito.
  34. 34 Faça isto Faraó, e ponha governadores sobre o país, e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos da fartura;
  35. 35 E juntem toda a provisão destes bons anos que vêm, e acumulem o trigo sob a mão de Faraó para mantimento das cidades; e guardem-no.
  36. 36 E esteja aquela provisão em depósito para o país, para os sete anos de fome que serão na terra do Egito; e o país não perecerá de fome.
  37. 37 E o negócio pareceu bem a Faraó, e a seus servos.
  38. 38 E disse Faraó a seus servos: Acharemos outro homem como este, em quem haja espírito de Deus?
  39. 39 E disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, não há entendido nem sábio como tu:
  40. 40 Tu serás sobre minha casa, e pelo que disseres se governará todo o meu povo; somente no trono serei eu maior que tu.
  41. 41 Disse mais Faraó a José: Eis que te pus sobre toda a terra do Egito.
  42. 42 Então Faraó tirou seu anel de sua mão, e o pôs na mão de José, e fez-lhe vestir de roupas de linho finíssimo, e pôs um colar de ouro em seu pescoço;
  43. 43 E o fez subir em seu segundo carro, e proclamaram diante dele: Dobrai os joelhos; e pôs-lhe sobre toda a terra do Egito.
  44. 44 E disse Faraó a José: Eu sou Faraó; e sem ti ninguém levantará sua mão nem seu pé toda a terra do Egito.
  45. 45 E chamou Faraó o nome de José, Zefenate-Paneia; e deu-lhe por mulher a Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. E saiu José por toda a terra do Egito.
  46. 46 E era José de idade de trinta anos quando foi apresentado diante de Faraó, rei do Egito: e saiu José de diante de Faraó, e transitou por toda a terra do Egito.
  47. 47 E fez a terra naqueles sete anos de fartura a amontoados.
  48. 48 E ele juntou todo o mantimento dos sete anos que foram na terra do Egito, e guardou mantimento nas cidades, pondo em cada cidade o mantimento do campo de seus arredores.
  49. 49 E ajuntou José trigo como areia do mar, muito em extremo, até não se poder contar, porque não tinha número.
  50. 50 E nasceram a José dois filhos antes que viesse o primeiro ano da fome, os quais lhe deu à luz Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om.
  51. 51 E chamou José o nome do primogênito Manassés; porque disse: Deus me fez esquecer todo o meu sofrimento, e toda a casa de meu pai.
  52. 52 E o nome do segundo chamou-o Efraim; porque disse: “Deus me fez frutífero na terra de minha aflição”.
  53. 53 E cumpriram-se os sete anos da fartura, que houve na terra do Egito.
  54. 54 E começaram a vir os sete anos de fome, como José havia dito; e houve fome em todos os países, mas em toda a terra do Egito havia pão.
  55. 55 E quando se sentiu a fome toda a terra do Egito, o povo clamou a Faraó por pão. E disse Faraó a todos os egípcios: Ide a José, e fazei o que ele vos disser.
  56. 56 E a fome estava por toda a extensão do país. Então abriu José todo depósito de grãos onde havia, e vendia aos egípcios; porque havia crescido a fome na terra do Egito.
  57. 57 E toda a terra vinha ao Egito para comprar de José, porque por toda a terra havia aumentado a fome.
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Gênesis 42

Jacó envia dez filhos ao Egito para comprar trigo, mas retém Benjamim. José, agora governador, reconhece os irmãos e os acusa de espionagem. Prende Simeão e exige que tragam Benjamim. Os irmãos veem o dinheiro devolvido nos sacos e temem. Voltam a Jacó, que se recusa a deixar Benjamim partir. resumo completo →

  1. 1 E vendo Jacó que no Egito havia alimentos, disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros?
  2. 2 E disse: Eis que, eu ouvi que há alimentos no Egito; descei ali, e comprai dali para nós, para que possamos viver, e não nos morramos.
  3. 3 E desceram os dez irmãos de José a comprar trigo ao Egito.
  4. 4 Mas Jacó não enviou a Benjamim irmão de José com seus irmãos; porque disse: Não seja acaso que lhe aconteça algum desastre.
  5. 5 E vieram os filhos de Israel a comprar entre os que vinham: porque havia fome na terra de Canaã.
  6. 6 E José era o senhor da terra, que vendia a todo o povo da terra: e chegaram os irmãos de José, e inclinaram-se a ele rosto por terra.
  7. 7 E José quando viu seus irmãos, reconheceu-os; mas fez que não os conhecesse, e falou-lhes asperamente, e lhes disse: De onde viestes? Eles responderam: Da terra de Canaã, para comprar alimentos.
  8. 8 José, pois, reconheceu a seus irmãos; mas eles não o reconheceram.
  9. 9 Então se lembrou José dos sonhos que havia tido deles, e disse-lhes: Sois espias; viestes ver a fraqueza do país.
  10. 10 E eles lhe responderam: Não, meu senhor; teus servos vieram comprar alimentos.
  11. 11 Todos nós somos filhos de um homem; somos homens honestos; teus servos nunca foram espias.
  12. 12 E ele lhes disse: Não; viestes ver a fraqueza do país.
  13. 13 E eles responderam: Teus servos somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã; e eis que o menor está hoje com nosso pai, e outro desapareceu.
  14. 14 E José lhes disse: Isso é o que vos disse, afirmando que sois espias;
  15. 15 Nisto sereis provados: Vive Faraó que não saireis daqui, a não ser quando vosso irmão menor vier aqui.
  16. 16 Enviai um de vós, e traga a vosso irmão; e vós ficai presos, e vossas palavras serão provadas, se há verdade convosco: e se não, vive Faraó, que sois espias.
  17. 17 E juntou-os no cárcere por três dias.
  18. 18 E ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isto, e vivei; eu temo a Deus;
  19. 19 Se sois homens honestos, fique preso na casa de vosso cárcere um de vossos irmãos; e vós ide, levai o alimento para a fome de vossa casa;
  20. 20 Porém haveis de trazer-me a vosso irmão mais novo, e serão comprovadas vossas palavras, e não morrereis. E eles o fizeram assim.
  21. 21 E diziam um ao outro: Verdadeiramente pecamos contra nosso irmão, que vimos a angústia de sua alma quando nos rogava, e não o ouvimos; por isso veio sobre nós esta angústia.
  22. 22 Então Rúben lhes respondeu, dizendo: Não vos falei eu e disse: Não pequeis contra o jovem; e não escutastes? Eis que também o sangue dele é requerido.
  23. 23 E eles não sabiam que os entendia José, porque havia intérprete entre eles.
  24. 24 E apartou-se ele deles, e chorou: depois voltou a eles, e lhes falou, e tomou dentre eles a Simeão, e aprisionou-lhe à vista deles.
  25. 25 E mandou José que enchessem seus sacos de trigo, e devolvessem o dinheiro de cada um deles, pondo-o em seu saco, e lhes dessem comida para o caminho; e fez-se assim com eles.
  26. 26 E eles puseram seu trigo sobre seus asnos, e foram-se dali.
  27. 27 E abrindo um deles seu saco para dar de comer a seu asno no lugar de parada, viu seu dinheiro que estava na boca de seu saco.
  28. 28 E disse a seus irmãos: Meu dinheiro se me foi devolvido, e ainda ei-lo aqui em meu saco. Alarmou-se, então, o coração deles e, espantados, disseram um ao outro: Que é isto que Deus nos fez?
  29. 29 E vindos a Jacó seu pai em terra de Canaã, contaram-lhe tudo o que lhes havia acontecido, dizendo:
  30. 30 Aquele homem, senhor da terra, nos falou asperamente, e nos tratou como espias da terra:
  31. 31 E nós lhe dissemos: Somos homens honestos, nunca fomos espias:
  32. 32 Somos doze irmãos, filhos de nosso pai; um desapareceu, e o menor está hoje com nosso pai na terra de Canaã.
  33. 33 E aquele homem, senhor da terra, nos disse: Nisto conhecerei que sois homens honestos; deixai comigo um de vossos irmãos, e tomai para a fome de vossas casas, e ide,
  34. 34 E trazei-me a vosso irmão o mais novo, para que eu saiba que não sois espias, mas sim homens honestos: assim vos darei a vosso irmão, e negociareis na terra.
  35. 35 E aconteceu que esvaziando eles seus sacos, eis que no saco de cada um estava o pacote de seu dinheiro: e vendo eles e seu pai os pacotes de seu dinheiro, tiveram temor.
  36. 36 Então seu pai Jacó lhes disse: Vós me privastes de meus filhos; José desapareceu, nem Simeão tampouco, e a Benjamim o levareis; contra mim são todas estas coisas.
  37. 37 E Rúben falou a seu pai, dizendo: Podes matar meus dois filhos, se eu não o devolver a ti; entrega-o em minha mão, que eu o devolverei a ti.
  38. 38 E ele disse: Não descerá meu filho convosco; que seu irmão é morto, e ele somente restou; e se lhe acontecer algum desastre no caminho por onde vades, fareis descer minhas cãs com dor ao mundo dos mortos.

Gênesis 43

Jacó reluta em enviar Benjamim ao Egito, mas a fome o obriga. Judá se oferece como fiador do irmão. Os filhos de Jacó levam presentes e dinheiro dobrado. José os recebe em sua casa, liberta Simeão, e prepara um banquete. Benjamim recebe porção cinco vezes maior que os demais. resumo completo →

  1. 1 E a fome era grande na terra.
  2. 2 E aconteceu que quando acabaram de comer o trigo que trouxeram do Egito, disse-lhes seu pai: Voltai, e comprai para nós um pouco de alimento.
  3. 3 E respondeu Judá, dizendo: Aquele homem nos advertiu com ânimo decidido, dizendo: Não vereis meu rosto sem vosso irmão convosco.
  4. 4 Se enviares a nosso irmão conosco, desceremos e te compraremos alimento:
  5. 5 Porém se não lhe enviares, não desceremos: porque aquele homem nos disse: Não vereis meu rosto sem vosso irmão convosco.
  6. 6 E disse Israel: Por que me fizestes tanto mal, declarando ao homem que tínheis mais irmão?
  7. 7 E eles responderam: Aquele homem nos perguntou expressamente por nós, e por nossa parentela, dizendo: Vive ainda vosso pai? Tendes outro irmão? E lhe declaramos conforme estas palavras. Podíamos nós saber que havia de dizer: Fazei vir a vosso irmão?
  8. 8 Então Judá disse a Israel seu pai: Envia ao jovem comigo, e nos levantaremos e iremos, a fim que vivamos e não morramos nós, e tu, e nossos filhos.
  9. 9 Eu sou fiador dele; a mim me pedirás conta dele; se eu não o devolver a ti e o puser diante de ti, serei para ti o culpado todos os dias:
  10. 10 Que se não nos tivéssemos detido, certo agora teríamos já voltado duas vezes.
  11. 11 Então Israel seu pai lhes respondeu: Pois que assim é, fazei-o; tomai do melhor da terra em vossos vasos, e levai àquele homem um presente, um pouco de bálsamo, e um pouco de mel, aromas e mirra, nozes e amêndoas.
  12. 12 E tomai em vossas mãos dobrado dinheiro, e levai em vossa mão o dinheiro que voltou nas bocas de vossos sacos; talvez tenha sido erro.
  13. 13 Tomai também a vosso irmão, e levantai-vos, e voltai àquele homem.
  14. 14 E o Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdias diante daquele homem, e vos solte ao outro vosso irmão, e a este Benjamim. E se eu tiver de ser privado de meus filhos, assim seja.
  15. 15 Então tomaram aqueles homens o presente, e tomaram em sua mão dobrado dinheiro, e a Benjamim; e se levantaram, e desceram ao Egito, e apresentaram-se diante de José.
  16. 16 E viu José a Benjamim com eles, e disse ao mordomo de sua casa: Mete em casa a esses homens, e degola um animal, e prepara-o; porque estes homens comerão comigo ao meio-dia.
  17. 17 E fez o homem como José disse; e meteu aquele homem aos homens em casa de José.
  18. 18 E aqueles homens tiveram temor, quando foram metidos na casa de José, e diziam: Pelo dinheiro que voltou em nossos sacos a primeira vez nos trouxeram aqui, para virem contra nós, e nos atacar, e tomar por servos a nós, e a nossos asnos.
  19. 19 E aproximaram-se do mordomo da casa de José, e lhe falaram à entrada da casa.
  20. 20 E disseram: Ai, senhor meu, nós em realidade de verdade descemos ao princípio a comprar alimentos:
  21. 21 E aconteceu que quando viemos ao lugar de parada e abrimos nossos sacos, eis que o dinheiro de cada um estava na boca de seu saco, nosso dinheiro em seu justo peso; e o devolvemos em nossas mãos.
  22. 22 Trouxemos também em nossas mãos outro dinheiro para comprar alimentos: nós não sabemos quem pôs nosso dinheiro em nossos sacos.
  23. 23 E ele respondeu: Paz a vós, não temais; vosso Deus e o Deus de vosso pai vos deu o tesouro em vossos sacos: vosso dinheiro veio a mim. E tirou a Simeão a eles.
  24. 24 E aquele homem levou àqueles homens na casa de José: e deu-lhes água, e lavaram seus pés: e deu de comer a seus asnos.
  25. 25 E eles prepararam o presente antes que viesse José ao meio-dia, porque haviam ouvido que ali haviam de comer pão.
  26. 26 E veio José a casa, e eles lhe trouxeram o presente que tinham em sua mão dentro de casa, e inclinaram-se a ele em terra.
  27. 27 Então ele lhes perguntou como estavam, e disse: Vosso pai, o ancião que dissestes, passa bem? Vive ainda?
  28. 28 E eles responderam: Bem vai a teu servo nosso pai; ainda vive. E se inclinaram, e fizeram reverência.
  29. 29 E levantando ele seus olhos viu Benjamim seu irmão, filho de sua mãe, e disse: É este vosso irmão mais novo, de quem me falastes? E disse: Deus tenha misericórdia de ti, filho meu.
  30. 30 Então José se apressou, porque se comoveram suas entranhas por causa de seu irmão, e procurou onde chorar: e entrou-se em sua câmara, e chorou ali.
  31. 31 E lavou seu rosto, e saiu fora, e controlou-se, e disse: Ponde pão.
  32. 32 E puseram para ele à parte, e separadamente para eles, e à parte para os egípcios que com ele comiam: porque os egípcios não podem comer pão com os hebreus, o qual é abominação aos egípcios.
  33. 33 E sentaram-se diante dele, o mais velho conforme sua primogenitura, e o mais novo conforme sua idade menor; e estavam aqueles homens atônitos olhando-se um ao outro.
  34. 34 E ele tomou iguarias de diante de si para eles; mas a porção de Benjamim era cinco vezes como qualquer uma das deles. E beberam, e alegraram-se com ele.

Gênesis 44 versículos 1–17

José ordena que seu copo de prata seja colocado no saco de Benjamim e acusa os irmãos de roubo. Quando o copo é encontrado, eles voltam e se prostram. Judá intercede com um discurso sobre o pai idoso e o amor por Benjamim, oferecendo-se como escravo no lugar do irmão. O capítulo encerra sem informar a reação de José. resumo completo →

  1. 1 E mandou José ao mordomo de sua casa, dizendo: Enche os sacos destes homens de alimentos, quanto puderem levar, e põe o dinheiro de cada um na boca de seu saco:
  2. 2 E porás meu copo, o copo de prata, na boca do saco do mais novo, com o dinheiro de seu trigo. E ele fez como disse José.
  3. 3 Vinda a manhã, os homens foram despedidos com seus asnos.
  4. 4 Havendo eles saído da cidade, da qual ainda não haviam se afastado, disse José a seu mordomo: Levanta-te, e segue a esses homens; e quando os alcançares, dize-lhes: Por que retribuístes com o mal pelo bem?
  5. 5 Não é isto no que bebe meu senhor, e pelo que costuma adivinhar? Fizestes mal no que fizestes.
  6. 6 E quando ele os alcançou, disse-lhes estas palavras.
  7. 7 E eles lhe responderam: Por que diz meu senhor tais coisas? Nunca tal façam teus servos.
  8. 8 Eis que, o dinheiro que achamos na boca de nossos sacos, o voltamos a trazer a ti desde a terra de Canaã; como, pois, havíamos de furtar da casa de teu senhor prata nem ouro?
  9. 9 Aquele de teus servos em quem for achado o copo, que morra, e ainda nós seremos servos de meu senhor.
  10. 10 E ele disse: Também agora seja conforme vossas palavras; aquele em quem se achar, será meu servo, e vós sereis sem culpa.
  11. 11 Eles então se deram pressa, e derrubando cada um seu saco em terra, abriu cada qual o seu saco.
  12. 12 E buscou; desde o mais velho começou, e acabou no mais novo; e o copo foi achado no saco de Benjamim.
  13. 13 Então eles rasgaram suas roupas, e carregou cada um seu asno, e voltaram à cidade.
  14. 14 E chegou Judá com seus irmãos à casa de José, que ainda estava ali, e prostraram-se diante dele em terra.
  15. 15 E disse-lhes José: Que obra é esta que fizestes? Não sabeis que um homem como eu sabe adivinhar?
  16. 16 Então disse Judá: Que diremos a meu senhor? Que falaremos? Ou com que nos justificaremos? Deus achou a maldade de teus servos: eis que, nós somos servos de meu senhor, nós, e também aquele em cujo poder foi achado o copo.
  17. 17 E ele respondeu: Nunca eu tal faça: o homem em cujo poder foi achado o copo, ele será meu servo; vós ide em paz a vosso pai.

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