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A Bíblia Sagrada
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Mateus 18:21: explicação e significado do versículo

Pedro pergunta a Jesus se deve perdoar o irmão até sete vezes, sugerindo um limite generoso. Jesus responde que não é até sete, mas até setenta vezes sete, indicando um perdão sem limites, que prepara a parábola do servo ingrato (Mateus 18:22-35). O versículo introduz o ensino sobre a necessidade de perdoar ilimitadamente.

Então Pedro aproximou-se , e perguntou-lhe: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? — Mateus 18:21

Contexto

O capítulo 18 de Mateus traz ensinamentos de Jesus sobre a vida na comunidade cristã. Nos versículos anteriores (18-20), Jesus fala sobre o poder de ligar e desligar e a importância da concordância em oração. Pedro, então, pergunta sobre o perdão ao irmão que peca repetidamente (Mateus 18:21). Jesus responde com um número ilimitado (18:22) e ilustra com a parábola do servo que não perdoou (18:23-35).

Por que Pedro sugeriu perdoar até sete vezes?

No judaísmo rabínico, a tradição oral ensinava perdoar até três vezes, baseada em Amós 1:3-13 (onde Deus fala de três transgressões). Pedro, ao propor sete vezes, já estava sendo generoso, pois sete simboliza plenitude. Sua pergunta revela a dificuldade humana de perdoar repetidamente. Jesus, porém, eleva o padrão de modo radical, mostrando que o perdão cristão não pode ser contado.

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Qual é o erro de interpretar 'setenta vezes sete' como 490 vezes?

Embora a expressão grega 'hebdomekonta heptakis' possa ser traduzida como 'setenta vezes sete' (490 vezes), Jesus não está estabelecendo um novo limite numérico. A combinação de sete e setenta remete a Gênesis 4:24 (Lameque vingado setenta vezes sete), contrastando a vingança ilimitada com o perdão ilimitado. O texto ensina que o perdão deve ser contínuo e sem reservas, não um cálculo matemático.

O que este versículo ensina sobre a relação entre perdão e comunidade?

Logo após instruções sobre disciplina e oração comunitária (Mateus 18:15-20), a pergunta de Pedro mostra que o perdão é essencial para a vida em comum. Jesus vincula o perdão fraterno à parábola seguinte (18:23-35), onde o rei perdoa uma dívida imensa, mas o servo não perdoa uma dívida pequena. O contexto imediato indica que o perdão que recebemos de Deus deve ser a base para perdoarmos os outros, sob pena de consequências graves.

O que Mateus 18:21 nos ensina

  1. O perdão cristão não tem limite numérico, pois reflete o perdão infinito de Deus.
  2. A pergunta de Pedro revela a tendência humana de estabelecer limites para o perdão, que Jesus corrige.
  3. A passagem prepara o ensino de que o perdão recebido deve ser concedido aos outros, como mostra a parábola seguinte.

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