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Isaías 63:1: explicação e significado do versículo

O versículo apresenta um diálogo. Um observador pergunta quem é a figura que vem de Edom (Bozra) com vestes manchadas de vermelho, marchando com poder. A resposta é: 'Eu, o que falo em justiça, poderoso para salvar'. A cena sugere um juiz vitorioso que executou juízo sobre os inimigos e agora vem para salvar seu povo.

Quem é este, que vem de Edom, de Bozra, com vestes salpicadas de vermelho, este ornado em sua vestimenta, que marcha com grande força? Eu, o que falo em justiça, poderoso para salvar. — Isaías 63:1

Contexto

Isaías 63 inicia uma seção sobre o juízo divino e a salvação. Nos versículos anteriores (Isaías 60-62), o profeta anuncia a restauração de Sião. O capítulo 63 começa com uma pergunta sobre a figura que retorna de Edom (região ao sul de Judá, frequentemente símbolo dos inimigos de Israel) e de Bozra, sua capital. Em seguida (versículos 2-4), a figura explica que pisou o lagar da ira divina, sozinho.

Quem é a figura que vem de Edom?

O texto não nomeia explicitamente a figura, mas a resposta 'poderoso para salvar' e a descrição das vestes manchadas de sangue (versículos 2-3) indicam uma figura divina. A tradição cristã interpreta essa passagem como uma visão profética de Jesus Cristo, que, após executar juízo, retorna vitorioso para salvar seu povo. Edom e Bozra simbolizam as nações inimigas de Deus e de Israel. A imagem do lagar remete ao juízo final e à colheita dos ímpios.

O que significa 'vestes salpicadas de vermelho'?

A cor vermelha nas vestes é explicada no versículo 2: 'Por que tu estás de roupa vermelha, e tuas vestes como de alguém que pisa num lagar?'. A figura responde (versículo 3) que pisou o lagar da ira divina sozinho, e o sangue dos inimigos salpicou sobre suas roupas. A imagem não é de derrota, mas de vitória judicial: o juiz divino executou a sentença contra os opressores de Israel. Isso aponta para o 'dia da vingança' e o 'ano dos redimidos' (versículo 4).

Esse versículo é frequentemente mal interpretado?

Sim. Alguns leitores isolam a frase 'poderoso para salvar' do contexto de juízo, como se fosse apenas uma promessa genérica de livramento. O versículo, porém, liga salvação à execução da justiça contra os inimigos. Outro erro é ignorar a pergunta inicial e tratar a passagem como uma declaração isolada de autodesignação divina, quando, na verdade, é parte de um diálogo que introduz a cena do lagar. A figura não é descrita como um salvador que ignora o pecado, mas como um juiz que, ao salvar seu povo, pune os ímpios.

O que Isaías 63:1 nos ensina

  1. O texto ensina que a salvação divina está ligada ao juízo sobre os inimigos de Deus e de seu povo.
  2. Deus é retratado como alguém que age sozinho na execução de sua justiça, sem ajuda humana.
  3. A figura vitoriosa que 'marcha com grande força' (versículo 1) enfatiza o poder e a determinação de Deus em cumprir seu plano de salvação e juízo.
  4. O 'dia da vingança' e o 'ano dos redimidos' (versículo 4) são dois lados de um mesmo evento: a libertação do povo de Deus ocorre por meio da punição dos opressores.

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