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A Bíblia Sagrada
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Gênesis 36:39: explicação e significado do versículo

O versículo registra a morte do rei edomita Baal-Hanã e a ascensão de Hadar (ou Hadade) ao trono. Menciona sua cidade, Paú, e o nome de sua esposa, Meetabel, com sua linhagem. Faz parte da lista de oito reis que governaram Edom antes de Israel ter rei, demonstrando o cuidado bíblico em preservar a história dos povos vizinhos.

E morreu Baal-Hanã, filho de Acbor, e reinou Hadar em seu lugar: e o nome de sua cidade foi Paú; e o nome de sua mulher Meetabel, filha de Matrede, filha de Mezaabe. — Gênesis 36:39

Contexto

Gênesis 36 apresenta a genealogia de Esaú (Edom), incluindo seus descendentes e uma lista de reis que governaram Edom antes de qualquer rei reinar sobre Israel (v. 31). O versículo 39 é o último da sequência de reis (vv. 31-39). Nos versículos seguintes (40-43), a narrativa enumera os chefes das tribos edomitas.

Quem são os personagens mencionados?

Baal-Hanã, filho de Acbor, foi o sétimo rei de Edom. Hadar (ou Hadade, conforme variação textual) sucedeu-lhe. Sua cidade era Paú, cuja localização exata é desconhecida. A esposa Meetabel é identificada como filha de Matrede, filha de Mezaabe — uma genealogia que possivelmente confere legitimidade real. A lista inclui apenas reis, não dinastias, pois nenhum sucedeu ao pai (exceto talvez Hadar/Hadade).

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Qual a importância desta lista de reis?

A lista demonstra que Edom já possuía uma monarquia organizada antes de Israel. Isso contrasta com a promessa a Jacó de que reis viriam de sua linhagem (Gn 35:11). O registro também mostra o cuidado do autor bíblico em documentar a história dos povos relacionados a Israel, cumprindo um propósito genealógico e histórico, não teológico ou profético.

Por que são dados detalhes sobre a esposa de Hadar?

A menção do nome da esposa e de sua ascendência é incomum na lista dos reis edomitas, que em geral só registra o nome do rei e de seu predecessor. Pode indicar a importância política da aliança matrimonial, a relevância da linhagem de Meetabel, ou simplesmente um detalhe preservado nas fontes utilizadas pelo autor. O texto não explica o motivo, deixando aberta a interpretação.

O que Gênesis 36:39 nos ensina

  1. O registro histórico de povos vizinhos mostra a abrangência do relato bíblico, que não se limita a Israel.
  2. A lista de reis edomitas reforça a ideia de que Deus acompanha a história de todas as nações.
  3. Detalhes como o nome da esposa indicam que a Bíblia valoriza a precisão informativa, mesmo em passagens aparentemente secundárias.

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