Vulgata
A Vulgata é a tradução latina da Bíblia, produzida principalmente por Jerônimo entre 382 e 405 d.C. Tornou-se a versão oficial da Igreja Católica Romana por mais de mil anos, sendo base para muitas traduções posteriores e referência teológica no Ocidente medieval.
Quem traduziu a Vulgata e quando?
A Vulgata foi traduzida principalmente por Jerônimo (Eusébio Sofrônio Jerônimo), um erudito e padre da Igreja, a pedido do Papa Dâmaso I. O trabalho começou por volta de 382 d.C. e se estendeu até aproximadamente 405 d.C. Jerônimo baseou-se nos textos originais hebraicos e gregos disponíveis em sua época, revisando e traduzindo o Antigo e o Novo Testamento para o latim corrente, conhecido como latim vulgar.
Qual a importância da Vulgata para a história da Bíblia?
A Vulgata foi a Bíblia padrão da Igreja Ocidental durante toda a Idade Média e o Renascimento, sendo usada em liturgias, estudos teológicos e debates doutrinários. Ela serviu de base para traduções vernáculas antigas, como a King James em inglês e a versão de Almeida em português. Mesmo após a Reforma Protestante, continuou como texto oficial da Igreja Católica, sendo revisada em edições como a Sixto-Clementina (1592) e a Nova Vulgata (1979).
A Vulgata é a única tradução antiga da Bíblia?
Não. Antes e depois da Vulgata, existiram outras traduções latinas antigas, coletivamente chamadas de Vetus Latina (Latim Antigo), que circulavam entre as comunidades cristãs. A Vulgata gradualmente as substituiu por sua qualidade e autoridade. Além disso, outras traduções antigas importantes incluem a Septuaginta (grego), a Peshitta (siríaco) e a Vulgata Clementina (revisão posterior). O texto bíblico não informa sobre essas traduções, pois são fatos históricos posteriores aos escritos canônicos.