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A Bíblia Sagrada
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Rispa

Rispa foi uma concubina do rei Saul e mãe de dois de seus filhos, Armoni e Mefibosete. Após a morte de Saul, ela se tornou objeto de uma disputa entre Is-Bosete e Abner. Sua história é marcada por um ato de profunda devoção e luto, quando protegeu os corpos de seus filhos e de outros cinco príncipes de Israel de serem profanados.

Quem foi Rispa na Bíblia?

Rispa era filha de Aiá e concubina do rei Saul, a quem deu dois filhos: Armoni e Mefibosete. Sua posição como concubina a colocou no centro de uma disputa após a morte de Saul, quando Is-Bosete acusou Abner de ter se deitado com ela, conforme relatado em 2 Samuel 3:7. Mais tarde, Rispa é lembrada por um ato de grande coragem e devoção em 2 Samuel 21:8-11.

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Qual foi o ato de Rispa em 2 Samuel 21?

Em 2 Samuel 21:8-11, Rispa demonstra um luto público e uma proteção feroz contra a profanação. Após uma fome de três anos em Israel, Davi entregou sete descendentes de Saul para serem executados. Rispa, então, tomou os corpos de seus dois filhos, Armoni e Mefibosete, e os de cinco netos de Saul, e os expôs sobre um rochedo. Ela guardou os corpos dia e noite, protegendo-os de aves e animais, até que a chuva cessou, num ato que durou aproximadamente de maio a outubro.

Qual o significado do ato de Rispa?

O ato de Rispa é interpretado como um testemunho de amor maternal e lealdade, mesmo após a morte. Ao proteger os corpos de seus filhos e dos outros príncipes, ela honrou sua memória e impediu que fossem esquecidos ou desrespeitados, clamando silenciosamente por justiça ou, ao menos, por dignidade. Sua vigília incansável, exposta aos elementos, comoveu o rei Davi a interceder pela remissão dos pecados que levaram àquela tragédia, resultando na devolução dos ossos para sepultamento adequado.

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