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A Bíblia Sagrada
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Nicodemos

Fariseu e membro do Sinédrio (conselho supremo dos judeus), mencionado apenas no Evangelho de João. Visitou Jesus à noite para aprender sobre o novo nascimento (João 3:1-21) e mais tarde defendeu Jesus perante os fariseus (João 7:50). O texto bíblico não informa seu destino posterior.

Quem foi Nicodemos?

Nicodemos era um fariseu e chefe dos judeus, conforme João 3:1. Isso indica que ele fazia parte do Sinédrio, o conselho religioso e judicial máximo de Israel. Como fariseu, pertencia a um grupo conhecido pela estrita observância da Lei de Moisés e das tradições orais. O texto não informa sua cidade de origem ou sua idade, apenas que era um homem já velho (João 3:4). Sua posição de liderança sugere que era um mestre respeitado entre os judeus.

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Por que Nicodemos procurou Jesus à noite?

João 3:1-2 registra que Nicodemos foi ter com Jesus de noite. O evangelho não explica explicitamente o motivo da escolha do horário. Duas leituras tradicionais são comuns: por medo de ser visto por outros fariseus ou por desejar uma conversa mais reservada e longa. João 7:50 confirma que ele viera a Jesus de noite, e o contexto do capítulo 7 mostra que os fariseus eram hostis a Jesus, o que torna plausível o receio de represálias.

O que Nicodemos perguntou a Jesus?

Em João 3, Nicodemos inicia a conversa reconhecendo Jesus como mestre vindo de Deus. Jesus então afirma que ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo. Nicodemos pergunta, em João 3:4, como um homem velho pode nascer outra vez, e em João 3:9 questiona como isso pode acontecer. As perguntas revelam sua dificuldade em compreender o conceito de novo nascimento espiritual, interpretando-o de forma literal e física.

Como Nicodemos defendeu Jesus?

Em João 7:50, durante uma reunião dos fariseus e chefes dos sacerdotes que queriam prender Jesus, Nicodemos interveio. Ele lembrou aos colegas que a Lei não julga um homem sem antes ouvi-lo e saber o que ele faz. Essa defesa foi sutil, mas significativa, pois questionou o procedimento ilegal do grupo. O texto não informa se sua intervenção teve efeito imediato, mas mostra que ele não concordava com a condenação sumária de Jesus.

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