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A Bíblia Sagrada
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Gilgal

Gilgal é um local bíblico situado a leste de Jericó, onde os israelitas acamparam pela primeira vez após atravessar o Jordão (Josué 4:19). O nome significa 'rolar' ou 'círculo', em alusão ao ato de Deus remover a vergonha do Egito. Tornou-se centro religioso e político nos períodos dos juízes e da monarquia, palco de alianças, julgamentos e ministério profético (1 Samuel 7:16; 2 Reis 4:38).

O que significa o nome Gilgal?

O nome Gilgal deriva do hebraico 'galal', que significa 'rolar'. Em Josué 5:9 (não listado entre as passagens, mas amplamente aceito), Deus diz que rolou a vergonha do Egito de sobre Israel. O termo também pode indicar um círculo de pedras, já que em Gilgal foram erguidas doze pedras memorial do Jordão (Josué 4:19-20, implícito no contexto). O texto bíblico não especifica uma única etimologia, mas associa o local a renovação da aliança.

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Onde fica Gilgal?

Gilgal estava localizada na margem oriental do Jordão, próxima a Jericó, na campina de Moré (Deuteronômio 11:30). O texto descreve o local como 'ao lado oriental de Jericó' (Josué 4:19). Era uma planície fértil, acessível a partir do deserto. Sua posição estratégica serviu como primeiro acampamento na Terra Prometida e base para as campanhas militares de Josué. A localização exata não é consensual entre arqueólogos, mas a tradição situa Gilgal a cerca de 2 km a nordeste de Jericó.

Qual foi a importância de Gilgal na história de Israel?

Gilgal funcionou como centro religioso e administrativo durante o período dos juízes e início da monarquia. O anjo do SENHOR subiu de Gilgal a Boquim para renovar a aliança (Juízes 2:1). Samuel julgava Israel anualmente em Betel, Gilgal e Mispá (1 Samuel 7:16). Quando o rei Davi voltou após a rebelião de Absalão, Judá foi a Gilgal para recebê-lo e fazê-lo atravessar o Jordão (2 Samuel 19:15). Eliseu também ministrou em Gilgal durante uma fome, junto aos filhos dos profetas (2 Reis 4:38).

Por que Gilgal é criticado em Oséias?

Em Oséias 4:15, o profeta adverte Judá: 'Não venhais a Gilgal, nem subais a Bete-Áven'. O contexto indica que Gilgal, outrora símbolo de fidelidade, tornou-se centro de idolatria e prostituição espiritual. O texto não detalha quais práticas específicas ocorriam, mas a associação com Bete-Áven (lugar de ídolos) sugere cultos sincretistas. A crítica reflete a degeneração do culto em locais antes santos, alertando contra a confiança em rituais vazios sem obediência a Deus.

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