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A Bíblia Sagrada
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Escriba

Na Bíblia, o escriba era um especialista na Lei de Moisés, encarregado de copiar, interpretar e ensinar as Escrituras. No Novo Testamento, frequentemente aparece associado aos fariseus e líderes religiosos, sendo por vezes criticado por Jesus por sua hipocrisia e legalismo.

Qual era a função do escriba no Antigo Testamento?

No Antigo Testamento, o escriba era um copista e intérprete da Lei de Moisés. Sua função principal era preservar e transmitir o texto sagrado, além de ensinar o povo sobre os mandamentos divinos. Escribas como Esdras (Esdras 7:6) são descritos como hábeis na Lei, dedicados a estudá-la e praticá-la. Eles também atuavam como conselheiros em questões legais e religiosas, sendo figuras respeitadas na comunidade israelita.

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Como os escribas são retratados no Novo Testamento?

No Novo Testamento, os escribas são frequentemente mencionados junto com os fariseus, como líderes religiosos que se opunham a Jesus. Eles são criticados por Jesus por sua hipocrisia, por imporem pesados fardos legais ao povo e por negligenciarem os aspectos mais importantes da Lei, como a justiça e a misericórdia (Mateus 23:13-15). Apesar disso, alguns escribas demonstraram interesse genuíno no ensino de Jesus (Marcos 12:28-34).

Qual a diferença entre escribas e fariseus?

Embora frequentemente associados, escribas e fariseus não eram idênticos. Os escribas eram especialistas na Lei, dedicados ao estudo e ensino das Escrituras, enquanto os fariseus eram um grupo religioso que buscava a pureza ritual e a observância estrita da Lei oral. Muitos escribas pertenciam ao partido dos fariseus, mas nem todos os fariseus eram escribas. Jesus criticou ambos por sua hipocrisia e legalismo, mas dirigiu suas críticas mais severas aos escribas e fariseus hipócritas (Mateus 23).

Por que Jesus criticou os escribas?

Jesus criticou os escribas principalmente por sua hipocrisia e por distorcerem o propósito da Lei de Deus. Em Mateus 23, ele os acusa de fecharem o Reino dos Céus diante dos homens, de não entrarem nem deixarem outros entrar, e de devorarem as casas das viúvas sob pretexto de longas orações. Jesus também os repreende por negligenciarem a justiça, a misericórdia e a fé, enquanto insistiam em minúcias legais. Sua crítica visava corrigir a interpretação e a prática da Lei, não a Lei em si.

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