Cordeiro pascal
O cordeiro pascal é o animal sacrificado e consumido durante a celebração da Páscoa judaica, conforme instruído em Êxodo 12. No cristianismo, é interpretado como figura de Jesus Cristo, cujo sacrifício redime os pecados da humanidade, sendo chamado de 'Cordeiro de Deus' (João 1:29). A tradição associa o sangue do cordeiro pascal à proteção contra a morte dos primogênitos no Egito.
O que é o cordeiro pascal?
O cordeiro pascal é o animal - um cordeiro ou cabrito de um ano, sem defeito - que era sacrificado ao entardecer e consumido assado com pães sem fermento e ervas amargas durante a celebração da Páscoa judaica (Pessach). A prática foi instituída na noite da décima praga do Egito, quando o sangue do cordeiro nos umbrais das portas protegeu os israelitas do anjo exterminador. A refeição pascal era um memorial perpétuo da libertação do povo de Israel da escravidão no Egito.
Qual o significado do cordeiro pascal no Antigo Testamento?
No Antigo Testamento, o cordeiro pascal simboliza a provisão divina e a redenção histórica de Israel. Sua morte substitutiva - o sangue em lugar da vida do primogênito - estabelece a base da aliança entre Deus e seu povo. A exigência de um animal sem defeito e a proibição de quebrar seus ossos (Êxodo 12:46) são detalhes que, posteriormente, a tradição cristã interpretou como prefigurações do sacrifício de Cristo. O rito também incluía a remoção de todo fermento, representando a pureza.
Como o cordeiro pascal se relaciona com Jesus Cristo?
O cristianismo identifica Jesus Cristo como o cordeiro pascal definitivo, conforme João 1:29 e 1 Coríntios 5:7. Sua crucificação ocorreu na época da Páscoa judaica, e o sangue derramado é visto como a expiação pelos pecados de toda a humanidade. A ausência de ossos quebrados em Jesus (João 19:36) ecoa a instrução do cordeiro pascal. Dessa forma, a Páscoa cristã celebra a libertação do pecado e da morte por meio do sacrifício de Cristo, cumprindo o simbolismo do cordeiro pascal do Antigo Testamento.