Ascensão
Na teologia cristã, a Ascensão é o evento em que Jesus Cristo subiu visivelmente ao céu quarenta dias após sua ressurreição, encerrando seu ministério terreno e sendo exaltado à direita de Deus Pai. O relato principal encontra-se em Atos dos Apóstolos 1:9-11.
O que é a Ascensão de Jesus?
A Ascensão é o evento, registrado no Novo Testamento, em que Jesus Cristo, após ter ressuscitado dos mortos, foi elevado ao céu na presença de seus discípulos. O relato principal está em Atos dos Apóstolos 1:9-11, onde uma nuvem o encobriu da vista deles. Teologicamente, a Ascensão representa a conclusão do ministério terreno de Jesus e sua exaltação à posição de Senhor, sentado à direita de Deus Pai (Marcos 16:19, Lucas 24:50-52).
Onde e quando ocorreu a Ascensão?
Segundo Atos 1:12, a Ascensão ocorreu no monte chamado das Oliveiras, próximo a Betânia e a Jerusalém, a uma distância permitida para uma caminhada no sábado. Quanto à data, o texto indica que foi quarenta dias após a ressurreição de Jesus (Atos 1:3). A tradição cristã celebra esse evento no feriado da Ascensão, quarenta dias após o Domingo de Páscoa. A Bíblia não informa a hora exata do dia.
Qual o significado teológico da Ascensão?
Na teologia cristã, a Ascensão significa a entrada de Jesus na presença de Deus e seu reinado como Senhor sobre todas as coisas (Efésios 1:20-23). Ela é vista como o cumprimento das profecias messiânicas de exaltação (Salmo 110:1). Além disso, a Ascensão possibilitou o envio do Espírito Santo, prometido por Jesus (João 16:7). O evento também aponta para o futuro retorno de Cristo, conforme os anjos anunciaram em Atos 1:11.
Existe alguma divergência nos relatos bíblicos sobre a Ascensão?
Os dois principais relatos, Lucas 24:50-53 e Atos 1:9-11, são atribuídos ao mesmo autor e concordam nos elementos essenciais: local perto de Betânia e a subida ao céu. Lucas 24 menciona uma bênção antes da partida; Atos 1 detalha os quarenta dias e a promessa do Espírito Santo. O texto de Marcos 16:19 é uma adição posterior aceita por grande parte da tradição, mas não está nos manuscritos mais antigos do Evangelho de Marcos. Portanto, há unanimidade na ocorrência do evento, com variações secundárias.