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A Bíblia Sagrada
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O que são os Evangelhos sinóticos?

Mateus, Marcos e Lucas são chamados de Evangelhos sinóticos porque narram a vida de Jesus segundo uma mesma perspectiva geral, com episódios em ordem parecida e muitas passagens quase idênticas. A palavra "sinótico" vem do grego e significa, literalmente, "ver em conjunto" — é possível colocá-los lado a lado e comparar.

O que os três têm em comum

Os sinóticos compartilham grande parte do conteúdo: o ministério na Galileia, as parábolas do Reino, os milagres, a viagem final a Jerusalém, a paixão e a ressurreição. Marcos, o mais curto, tem quase todo o seu conteúdo repetido em Mateus e Lucas.

A semelhança entre eles é tão grande em certos trechos que as diferenças ficam evidentes — e é justamente aí que se percebe a ênfase própria de cada autor.

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A ênfase de cada Evangelho

Mateus escreve com atenção ao público judeu, citando muito o Antigo Testamento e apresentando Jesus como o Messias prometido. Marcos é breve e ágil, focado na ação e no serviço. Lucas, o mais detalhado, dá destaque aos pobres, às mulheres e aos excluídos, e apresenta a mensagem como boa notícia para todos os povos.

Por que João é diferente

João segue outro caminho: traz discursos longos, sete sinais escolhidos e as declarações "Eu sou" (o pão da vida, a luz do mundo, o caminho, a verdade e a vida). Boa parte do seu conteúdo não aparece nos sinóticos. O próprio autor declara o objetivo do livro: que os leitores creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus (João 20:31).